Estão abertas até dia 27 de fevereiro, as inscrições para a rodada nacional de negócios do Mercado EGBÉ, que acontecerá entre os dias 08 e 10 de abril, em Aracaju. A iniciativa voltada para produtoras e realizadores negros das periferias de todo Brasil, integra a programação da EGBÉ – Mostra de Cinema Negro.
Gratuitas, as inscrições selecionam projetos para reuniões profissionais, sessões de pitching e rodadas de negócios com representantes estratégicos do setor audiovisual brasileiro. O objetivo é ampliar o desenvolvimento de obras lideradas por pessoas negras e fortalecer sua presença nas etapas decisivas da cadeia produtiva do cinema e da televisão.
O Mercado EGBÉ se consolida como espaço de articulação entre criação e mercado, abrindo portas para que narrativas produzidas nas favelas ganhem escala nacional e internacional. Podem participar produtoras audiovisuais independentes de qualquer estado do país, com CNPJ ativo, incluindo MEI.
Cada empresa pode inscrever até dois projetos, seja curta-metragem, longa-metragem ou série, nos formatos de ficção, documentário, animação ou híbrido. São aceitas propostas em diferentes fases, do desenvolvimento à obra finalizada para licenciamento.
Em um cenário em que profissionais negros ainda enfrentam barreiras de acesso a financiamento, distribuição e exibição, a iniciativa se apresenta como ferramenta concreta de inclusão econômica e simbólica. Mais do que exibição, o foco está na sustentabilidade dos projetos e na circulação das produções.
Conexão direta com o mercado
A edição de 2026 reúne consultores e representantes de empresas que atuam em diferentes frentes do setor, como Globoplay, Canal Curta!, Conspiração Filmes, Descoloniza Filmes e TemDendê Produções.
A presença desses players amplia as possibilidades de coprodução, licenciamento e distribuição, conectando projetos a oportunidades reais de negócios.
A coordenação do Mercado é realizada por Luciana Oliveira e João Brazil, diretora geral e artística e produtor executivo da Mostra, com consultoria de mercado da produtora Claudia Gonçalves, profissional com trajetória em laboratórios, mercados e comissões de seleção no Brasil e no exterior.
Economia criativa como estratégia de desenvolvimento
Em territórios onde o acesso a políticas estruturantes ainda é limitado, o fortalecimento do audiovisual negro representa geração de renda, profissionalização e valorização da identidade cultural das favelas.
Ao estimular que produtoras negras dialoguem diretamente com plataformas e distribuidoras, o Mercado EGBÉ contribui para romper ciclos de invisibilidade histórica e ampliar a presença de narrativas negras no circuito audiovisual brasileiro.
As informações completas e o formulário de inscrição estão disponíveis através do link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScMuHqmVfJVm0SAxHLf0FroyGPpVRxCu8nxyTGn2d2F-Omdrg/viewform
